Pim-Pam-Pum
Ha quem não acredite, como ha que não dê assentimento inteiro, por exagerados, os factos da História de Ílhavo ultimamente trazidos a lume nas colunas do «Ilhavense» pelos simpáticos colaboradores João Teles, Jorge Manuel e Sulamite.
É o velho hábito português redicularizar ou ter em pouca conta o estudo aturado, por vezes bem ingrato, daqueles que à custa de muito trabalho, trazendo à vida e à discussão pessoas e factos já caidos no esquecimento.
Contra os que assim procedem, eu protesto energicamente, sr. Director.
Lançar luz, derramar toda a luz sobre a densa neblina que envolve a história dos nossos antepassados, é dever de todos os que amam a sua terra.
Obedecendo a este critério, ponho à sua disposição, sr. Director, e à disposição dos ilustres investigadores das nossas antigualhas um precioso in folio que mãos amigas me ofertaram não há muito tempo. Lá veem, neste precioso documento, minuciosamente descritas e quasi com os mesmos detalhes, a história do Onofre, a do ti Joaquim Pimpão e a tragédia da Ponte Juncal Ancho, assim como vários outros factos inéditos que em breve se tornarão conhecidos.
Este livro, por todos os títulos curioso, está escrito em Espanhol e é do tempo dos Filipes de Hespanha. Como que a autenticar a época em que foi publicado, traz na primeira página a seguinte iluminura:
Num plano inferior um oficial do exército português, fardado de alferes, arengando a uma multidão boquiaberta e desconfiada: num plano um pouco superior um conhecido Santo, traçando no ar um gesto largo, rápido e sugestivo, em direcção a este letreiro que lhe fica em frente:
Trampica-te, Silamite!

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