Soneto
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| "O Ilhavense", 1922-01-22 |
Para o meu amigo e insigne poeta
Antonio Maria Lopes
Qual borboleta sempre a voejar
Pousando aqui e alem em uma flor,
No pólem fecundante a procurar
O nectar e as primicias dum Amor.
Assim a nossa alma inquieta,
Incessante e alacre e ansiosa
Procura, como a pobre borboleta,
Outra alma perfeita e mais formosa.
E se a primeira, sentindo-se atraida
Por uma luz intensa e mais brilhante
Buscar vai, ingenua, o fim da vida
Noss'alma num olhar mais fascimente
Tambem gostosamente perde a vida
Embora desprezada, sempre amante...
Amora.
Mario Gomes de Carvalho.
Fonte: Biblioteca do Museu Marítimo de Ílhavo

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