O caso da Costa Nova

"O Ilhavense", 1922-02-26
Vieram a esta redação os srs. João Fradoca e Albino Azevedo pedir-nos uma rectificação à noticia que a semana passada demos sobre o caso contecido na Costa Nova e em que foi protagonista o famoso cabo do mar, de inolvidavel memória.
Diz o sr. João Fradoca que não acompanhou à feira dos 13 o Pina, nem assistiu ao princípio do conflito. Quando interveio neste, tinha-se já dado a scena dos tiros. A sua interferência teve apenas um fim conciliatório. Repele a acusação de que estivesse «entornado», alegando que quem dava manifestas provas de embriaguês era os agredidos.
O sr. Albino de Azevedo diz que esteve realmente na feira com o cabo do mar, mas que foi para a Costa-Nova sózinho, ficando o Pina em Ilhavo.
Quando se deu o incidente estva já deitado. Não deu tiros alguns. Apenas procurou defender a sua propriedade quando viu a porta do seu estabelecimento arrombada.
"O Ilhavense", 1922-02-26
Declara que a primeira pessoa agradida foi a mulher do cabo do mar. Diz ainda que o acontecimento foi o desfecho de rixas antigas entre os arguidos e o Pina, mas a que ele é completamente alheio.
Aí fica a rectificação.

Fonte: Biblioteca do Museu Marítimo de Ílhavo




 

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