C'est impossible

Jornal "O Ilhavense", 1921-11-20

A Paulinha ver um boi;
a Izaurinha largar o chaile;
o Paradela abandonar a MOCIDADE ESPERANÇOSA;
a Vina não ser a rainha de Ilhavo;
o Vitorino dançar um MAXICHE com a Ofélia;
o Zezinho Sacramento desmascarar o Juquinha;
o Ançã não ter tara Cunha Leal;
os MATACÕES do Silvio poderem ser vistos sem auxílio de binóculos;
o Ulisses deixar de ter munições para a METRELHADORA;
a Ausendinha deixar de andar aos GRILOS;
o José Frade não cobiçar uma CACHEIRA... sem uvas; 
o Pina tocar o GALITOS no violão;
a Lucinda transferir a sua residência para SÔZA;
O Cesário divorciar-se dos « ancestrais »e das « vísceras esfomeadas »;
o Francisco Ramalheira embarcar num navio com o Manuel Bela.;
o Alvaro deixar a porta do Teles;
o Manuel Rigueira voltar à América;
nascer um cabelo na careca do maestro Berardo;
o sr. Calisto falar à música da Patela para a festa do Senhor Jesus; 
a « Miques » Rigueira crescer mais um centimetro;
o Zé Capote livrar na inspeção por falta de altura; 
o « Desertas » pesar só duzentos quilogramas;
a Dolores dar uma « tábua » a um músico de Cimo de Vila; 
o compadre Jaime tirar o sol sustenido agudo; 
o Guilhermino tornar a tocar violino;
o «Jorse » casar por estes vinte anos mais proximos;
a Sofia não escrever todos os anos humorísticas legendas nos quartos dos palheiros da Costa Nova;
a Berta Teles não comprar na feira de Março uma « gaitinha» para se entreter;
o Jorge da Apiada tornar a cozinhar galinhas do Hilário, em casa; 
a Marquinhas Clara não pintar as olheiras com cortiça queimada;
a Lúcia vender o " cache-col" vermelho;
« O Ilhavense » dar um estoiro.

Fonte: Biblioteca do Museu Marítimo de Ílhavo

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