Amisade
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| "O Ilhavense", 1922-01-15 |
(ao meu grande amigo M. Moreira)
Em louvor da amisade eu bem quizéra,
Entoar hoje um canto bem sentido,
Um canto que pudesse ser ouvido
Por toda a gente simples e sincera;
Por toda a gente sã que ainda espera
Ver o mundo pacífico e unido...
Ah!... num abraço ideal ver confundido
Quem ama e sente, que bonito era!
É tão raro um amigo sobre a terra!
Nada iguala as virtudes que ele encerra,
Nem ha nada mais belo que a amisade.
Reinasse ela um momento; e, de-repente,
Com que alegria não veria a gente
Redimida e feliz a humanidade!
Aveiro, Setembro de 1921
Leónidas
Fonte: Biblioteca do Museu Marítimo de Ílhavo

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