Metralha!
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| "O Ilhavense", 1921-12-25 |
De uma carta dirigida pelo nosso patrício e amigo sr. Silvério Simões Teles, ausente no Brazil, para seu irmão e nosso distinto colaborador sr. João Teles, recortamos os seguintes periodoos que nos enchem de ânimo e de coragem:
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«O Brado cada vez o adoro mais; é um jornalsinho amado.
Tornou-se indispensável para mim, como o pão para a bôca. Se ele me faltasse morreria de paixão, e agora então com a tua preciosa colaboração e do Manuel Mano!...
Algum dia que haja qualquer empêno na máquina por qualquer fatalidade... o Ulyses que me escreva, que eu ponho-a a funcionar de novo.
Não, O Brado não pode desaparecer, amigo Silvério. Enquanto nestas veias girar uma pinga de sangue e o nosso coração pulsar de entusiasmo por esta tão querida terra que tu tanto adoras, não desaparecerá o nosso jornal que dizes ser tão preciso à tua existencia como o pão que te alimenta.
Verás! Através de todas as vicissitudes e de todos os ódios, de todas as ameaças e de todos as temporais, havemos de caminhar avante, ainda que para isso seja preciso ferrar o gaf-tope das nossas economias.
Enquanto O Brado - hoje O Ilhavense que é um nome mais patriotico - tiver a anima-lo palavras de amigos como as tuas e almas cheias de vida e de amor como a de teus manos, João e Viriato, oh! não morreremos, não desapareceremos.
Mês de Novembro
Enviaram-nos para a metralha. Os srs. João Ferreira da Rocha Couto, Jeremias S. Marcos, Antonio Labrincha, Agostinho Grilo, D. Idalina Machado da Silva e D. Joana A. Labrincha, 1$00 cada um.
Pagaram a sua assinatura
Por um ano
os srs. João F. Rocha Couto, João Veiga, João Francisco do Bem, Custódio Rodrigues Piôrro, Aristides Ramalheira, D. Diogo Ferreira, Agostinho Grilo, D. Idalinda Machado da Silva, D. Joana A. Labrincha e Dr. Augusto Cerveira.
Por meio ano
os srs. Américo de Campos Senos e D. Maria Vaz (Arganil).

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