Associação dos Oficiais da Marinha Mercante
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| "O Ilhavense", 1921-12-18 |
Ficam todos os exm.º sócios desta agreminação convidados a assistir à Assembleia Geral que no dia 25 do corrente se ha-de realizar na sua sede, afim de serem eleitos os novos corpos gerentes e discutido o relatorio e contas da direcção que no fim do mês termina o seu mandato.
Outrosim se previnem os exm.º sócios de que está encarregado da cobrança das quotas em divida, o sr. José da Costa Carola, da Manga.
Ilhavo, 23 de Dezembro de 1921.
A Direcção
No domingo passado reuniu a Assembleia Geral desta prestimosa agreminação de classe, para a discussão do relatório e contas da Direcção, cujo mandato findou ontem e eleição dos corpos gerentes no ano de 1922.
Presidiu o excelentíssimo piloto-mór sr. Luis Fernandes Bagão, secretariado pelos srs. Antonio Pereira Ramalheira e Calixto Antonio Ruivo.
Aberta a sessão pelo presidente da meza, foi dito o dim desta Assembleia Geral, lendo, seguidamente, o secretário adjunto o relatorio e as contas sobre os quais não recaiu qualquer discussão, dando-se tudo como aprovado.
Procedeu-se depois à eleição, por escrutinio secreto, dos novos corpos gerentes, verificando-se que para a Direcção foram mais votados os srs. Luis Fernandes Bagão, Calixto Antonio Ruivo, Antonio Pereira Ramalheira e para a meza da Assembleia Geral ficaram eleitos, como efectovos, os srs. José F. Corujo, João Pereira da Vela e José Francisco Carrapichano, e como substitutos os srs. Francisco Antonio de Abreu, José Simões Bixirão e José gonçalves Leite.
Finda a eleição, o sr. Francisco Ramalheira pediu a palavra para agradecer a confiança que na sua pessoa acabam de depositar.
Tem palavras de louvou para todos os membros da Direcção, pedindo, contudo, licença para salientar o trabalho dos bons amigos e distintos oficiais da Marinha Mercante, srs. Francisco Antonio de Abreu e José Bixirão.
Concorda que a Direcção nem sempre tratou todas as questões com aquele entusiasmo que é o apanagio dos homens do mar. Mas isso atribui-o à multiplicidade dos assuntos e ao facto de os membros da Direcção se terem visto obrigados a abandonar o seu posto para irem fazer viagem.De todos os actos da Direcção há dois com que não concorda, sem que, contudo, isso represente qualquer desconsideração pelos seus ilustres colegas: um foi o modo como a Direcção se manteve na questão levantada pelos pilotos e outro a maneira como ela procedeu na questão do consocio Amandio Matias José Ançã.
O secretário adjunto, que pediu em seguida a palavra, declara que na questão a que ultimamente se referiu o excelentissimo associado em nada interveio a Direcção. Essa questão foi resolvida pela Assembleia Geral, lendo, para o provar, as respectivas actas bem como toda a correspondencia por esse motivo trocada. Lê também os artigos dos estatutos que com assuntos desta natureza, se ligam, defendendo, assim, de qualquer equívoco a Direcção transacta.
Sobre a questão dos pilotos diz que se nada mais se fez foi porque, tendo sido dissolvido o parlamento, as pessoas que estavam encarregadas de levantar no seio da Representação Nacional essa questão o não puderam fazer.
O sr. Francisco Ramalheira dá-se por satisfeito com as explicações e propõe que na acta seja lançado um voto de louvor à Direcção cessante, o que, posto à votação, foi aprovado por unanimidade.
Hoje tedem tomar posse os novos corpos gerentes.
Fonte: Biblioteca do Museu Marítimo de Ílhavo

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